Hard Rock Hotel Gramado alcança R$ 1 bilhão em vendas antes da entrega prevista para 2028

Empreendimento de luxo na Serra Gaúcha, com entrega prevista para 2028, aposta no modelo de multipropriedade e deve se tornar um dos maiores complexos turísticos da região. Hard Rock Hotel Gramado já vendeu R$ 1 bilhão em multipropriedade e terá apartamentos com até 52 proprietários Com previsão de entrega para 2028, o Hard Rock Hotel Gramado já alcançou a marca de R$ 1 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado.

O empreendimento, desenvolvido pela Mundo Planalto na Serra Gaúcha, aposta no modelo de multipropriedade e promete se consolidar como um dos maiores complexos turísticos da região.

Quem circula pelo centro de Gramado pode se deparar com uma estratégia de marketing pouco convencional. Um personagem inspirado na franquia Transformers chama a atenção dos turistas e serve como porta de entrada para o escritório de vendas da incorporadora, instalado em um edifício de quatro andares transformado em um espaço temático voltado à apresentação do projeto.

À frente do empreendimento está o empresário José Roberto Nunes, que aposta na crescente aceitação da multipropriedade no mercado brasileiro. Nesse modelo, um único apartamento pode ter até 52 proprietários — um para cada semana do ano.

Segundo o executivo, o diferencial não está apenas na aquisição de uma fração imobiliária, mas na experiência oferecida ao cliente.

“O que o cliente compra é uma experiência, de ter um lugar para passar férias garantido pelo resto da vida”, afirma.

Cada cota é comercializada, em média, por R$ 89 mil. Além do direito de uso, os proprietários podem alugar o período adquirido, emprestar a terceiros ou transferir o bem por herança.

Um projeto bilionário na Serra Gaúcha

As obras foram oficialmente iniciadas no fim de maio, quase três anos após o lançamento comercial do empreendimento. A conclusão está prevista para o final de 2028.

O projeto ocupa uma área de 14 hectares e contará com aproximadamente 86 mil metros quadrados de construção. A estrutura inclui 858 quartos, restaurantes, cafeterias, bares, spa, áreas de lazer, centro de convenções, três salões de eventos e um mall com 16 operações comerciais, a operação hoteleira ficará sob responsabilidade da Hard Rock, em um formato considerado inédito para a marca.

“É um serviço diferente para a Hard Rock, porque ela não tem multipropriedade em nenhum outro lugar do mundo”, destaca Nunes.

A construção é financiada pelas vendas das cotas, recursos dos sócios e, futuramente, por emissões de dívida em fases mais avançadas do projeto.

Gramado foi escolhida após estudo nacional

A escolha de Gramado não foi casual. Antes de definir o destino, a Mundo Planalto avaliou diferentes mercados brasileiros para identificar onde uma bandeira internacional como a Hard Rock teria potencial para sustentar seu posicionamento premium.

“Foi muito baseado na pujança turística que Gramado já apresentava. Fizemos um estudo nacional para entender onde caberia um hotel dessa magnitude. Gramado já era um dos principais destinos turísticos do Brasil e continua ficando mais relevante a cada ano”, afirma o executivo.

Com milhões de visitantes anuais, a cidade construiu uma economia fortemente apoiada no turismo, na gastronomia e no entretenimento. Eventos como o Natal Luz contribuem para manter o fluxo de visitantes durante praticamente todo o ano, reduzindo a sazonalidade característica de destinos de lazer.

O potencial da região também chamou a atenção da Hard Rock International, que reúne mais de 300 empreendimentos entre hotéis, cafés, lojas e espaços de entretenimento em cerca de 80 países.

O que se compra por R$ 89 mil

Enquanto um apartamento inteiro dentro do complexo poderia alcançar valor próximo de R$ 4 milhões, a multipropriedade reduz significativamente o investimento inicial ao dividir o imóvel entre dezenas de compradores. Para Nunes, o modelo vive uma fase de amadurecimento no Brasil, o  próximo passo da indústria, segundo ele, será a expansão do timeshare, formato em que o empreendedor mantém a propriedade do ativo e comercializa apenas o direito de uso.

“O mercado começou a entender que os melhores ativos não deveriam ser vendidos integralmente. É muito melhor manter o imóvel no portfólio e monetizar a operação ao longo do tempo”, afirma.

A Mundo Planalto também mantém participação no empreendimento e não descarta recomprar cotas no futuro, quando o hotel estiver em plena operação.

“São dois negócios diferentes: incorporação imobiliária e hospitalidade. Para nós, a operação do hotel pode ser até mais lucrativa do que a incorporação”, acrescenta.

Além do impacto econômico esperado, a empresa acredita que o complexo contribuirá para a geração de empregos permanentes e para o fortalecimento do turismo na Serra Gaúcha, enquanto as obras avançam, o escritório de vendas segue atraindo visitantes curiosos no centro de Gramado. Muitos param para fotografar o personagem inspirado em Transformers sem imaginar que, poucos minutos depois, poderão receber uma proposta para se tornar proprietários de uma semana de férias em um hotel da marca Hard Rock.

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