Modelo adotado pela empresa incentiva testes rápidos, autonomia e uso estratégico da inteligência artificial para impulsionar novos negócios.
Em meio à corrida global por inovação e inteligência artificial, o iFood vem fortalecendo uma cultura interna que prioriza velocidade, autonomia e experimentação contínua. Batizado de “Jet Ski”, o modelo adotado pela empresa busca acelerar projetos, estimular soluções rápidas e reduzir barreiras burocráticas dentro da operação.
A estratégia ganhou ainda mais relevância com o avanço da IA generativa e a crescente pressão por eficiência nas empresas de tecnologia. No iFood, a lógica é simples: testar rápido, aprender rápido e escalar apenas aquilo que realmente gera impacto.
Segundo Raphael Bozza, vice-presidente de Pessoas da companhia, o conceito funciona como um incentivo para que colaboradores criem pequenas soluções no dia a dia sem depender de estruturas complexas de aprovação. A cultura também reforça a ideia de “falhar rápido e aprender”, prática comum em empresas de tecnologia de alto crescimento.
Cultura de autonomia virou peça-chave
O modelo “Jet Ski” nasceu como uma forma de preservar o espírito de startup dentro de uma companhia que opera em larga escala. Atualmente, o iFood movimenta uma fatia relevante da economia brasileira e possui milhares de colaboradores distribuídos em diferentes áreas.
Na prática, a empresa estimula que equipes desenvolvam testes menores antes de transformar ideias em grandes projetos. Isso permite ajustes rápidos, reduz riscos operacionais e acelera processos de inovação.
A cultura ganhou força especialmente com a expansão do uso de inteligência artificial dentro da companhia. Hoje, o iFood utiliza IA em diferentes frentes, incluindo recomendação de produtos, logística, atendimento, experiência do usuário e automação de processos internos.
IA passou a fazer parte da rotina da empresa
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma área isolada e passou a integrar praticamente toda a estrutura operacional do iFood. A companhia já afirmou que a tecnologia se tornou parte natural dos produtos e serviços desenvolvidos internamente.
Entre os exemplos recentes está o avanço de assistentes baseados em IA generativa, além de sistemas capazes de automatizar tarefas, melhorar recomendações e otimizar a experiência dos usuários. O iFood também vem investindo em modelos próprios de IA e plataformas internas voltadas para ganho de produtividade e escalabilidade.
Segurança psicológica e inovação contínua
Especialistas apontam que modelos como o “Jet Ski” dependem diretamente de segurança psicológica e incentivo à experimentação. Isso significa permitir que profissionais proponham soluções sem receio de erro excessivo ou punição por tentativas frustradas.
Dentro do iFood, a cultura de inovação também está associada à criação de novos mercados e verticais de negócio, incluindo fintech, farmácia, pet e soluções de conveniência.
Modelo reflete nova dinâmica das empresas de tecnologia
O avanço da IA generativa vem transformando não apenas produtos digitais, mas também a cultura corporativa das grandes empresas de tecnologia. Nesse contexto, estruturas mais flexíveis e orientadas a testes rápidos passaram a ser vistas como vantagem competitiva.
No caso do iFood, a cultura “Jet Ski” simboliza justamente essa mudança: menos burocracia, mais autonomia e decisões tomadas em velocidade compatível com a nova economia digital.


