A Zara vem ampliando a estratégia de colaborações com grandes nomes da moda, do cinema, da arquitetura e da música. O movimento ganhou um novo capítulo com a primeira coleção assinada pelo cineasta Luca Guadagnino para a Zara Home.
Batizada de Baisi Guadagnino, a coleção reúne cerca de 140 peças entre móveis, objetos de decoração e roupas. Um dos destaques é um sofá de £ 11.660, equivalente a cerca de R$ 82 mil, enquanto uma poltrona de flanela ultrapassa os R$ 42 mil.
A iniciativa acontece poucos meses após a Zara anunciar uma parceria de dois anos com o estilista britânico John Galliano, que irá reinterpretar o acervo histórico da marca em coleções sazonais a partir de setembro. A empresa também colaborou com o cantor Bad Bunny e lançou a coleção Vatísimo, assinada pelo estilista mexicano-americano Willy Chavarria.
A estratégia não é inédita. Em 2025, durante a celebração de seus 50 anos, a Zara reuniu nomes como os arquitetos Norman Foster e David Chipperfield, a artista Es Devlin, o cineasta Pedro Almodóvar, a cantora Rosalía e as modelos Kate Moss, Naomi Campbell e Linda Evangelista.

Entre moda e alto padrão
A sequência de colaborações ocorre em um momento de forte concorrência para a Inditex, dona da Zara. Apesar de registrar lucro recorde pelo terceiro ano seguido em 2025, o grupo enfrenta a disputa de empresas como Shein e Temu, além de pressões relacionadas a tarifas de importação em mercados como o americano.
Reportagens do setor associam as parcerias a uma tentativa da Zara de elevar sua percepção de valor e justificar preços mais altos em peças de edição limitada, sem abandonar o modelo de produção em grande escala.
Com a Baisi Guadagnino, a estratégia também avança para o segmento de casa. A proposta é criar um universo em que móveis, iluminação, acessórios e moda dialoguem entre si, com itens que vão de peças de mobiliário a talheres, velas, pratos e copos.
A coleção de Galliano chega às lojas em setembro, mantendo o ritmo de colaborações que a Zara vem desenvolvendo ao longo do ano.


