
O carisma de um pequeno macaco transformou um templo na Tailândia em ponto turístico global. Punch, um macaquinho que viralizou nas redes sociais por suas expressões “fofas” e interação com visitantes, passou a atrair viajantes de diferentes países, movimentando o turismo local e levantando discussões sobre os limites entre entretenimento e bem-estar animal.
O animal vive em um complexo religioso que já recebia turistas, mas a popularidade explodiu após vídeos publicados em plataformas digitais alcançarem milhões de visualizações. Nas imagens, Punch aparece pegando objetos, interagindo com pessoas e “posando” para fotos — comportamento que impulsionou o fluxo de visitantes e transformou o local em parada obrigatória para quem busca experiências consideradas “instagramáveis”.
A repercussão trouxe ganhos econômicos para a região, com aumento no número de visitantes, consumo em comércios locais e maior visibilidade internacional. Guias turísticos e vendedores passaram a incluir o macaquinho nos roteiros, evidenciando o impacto direto da viralização digital na economia do turismo.
Por outro lado, especialistas em proteção animal alertam para os riscos de transformar animais silvestres em atrações. Organizações defendem que a exposição constante ao público pode gerar estresse e alterar o comportamento natural do primata, além de incentivar práticas inadequadas, como alimentação imprópria e excesso de contato físico.
A discussão se insere em um debate mais amplo sobre turismo responsável, que busca equilibrar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e bem-estar animal. Casos como o de Punch mostram como a popularidade nas redes sociais pode redefinir destinos turísticos quase instantaneamente, mas também reforçam a necessidade de regulamentação e conscientização dos visitantes.

