Cantor publicou vídeo nas redes sociais exaltando a cultura nordestina após repercussão de falas consideradas preconceituosas em restaurante no Rio. Ed Motta voltou ao centro das atenções após publicar um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas aos nordestinos depois da repercussão de declarações consideradas xenofóbicas durante uma confusão em um restaurante no Rio de Janeiro. A tentativa de retratação, no entanto, acabou dividindo opiniões e gerando novas críticas ao artista.
No vídeo, o cantor aparece interpretando a música “Coleção”, clássico de Cassiano, compositor paraibano que, segundo ele, influenciou sua trajetória musical desde o início da carreira. Durante a gravação, Ed Motta direcionou o pedido de perdão especialmente ao povo da Paraíba e exaltou a relevância cultural da região Nordeste para a música brasileira.
“Meu pedido de desculpas, meu pedido de perdão ao Nordeste brasileiro”, afirmou o artista ao compartilhar a publicação nas plataformas digitais.
Repercussão negativa nas redes
Apesar do gesto, internautas questionaram a sinceridade do pedido de desculpas. Muitos usuários classificaram a manifestação como uma tentativa de amenizar a crise de imagem após a ampla repercussão do caso na imprensa e nas redes sociais.
A polêmica teve início após relatos envolvendo uma discussão em um restaurante localizado no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo depoimentos registrados pela polícia, Ed Motta teria utilizado o termo “paraíba” de forma pejorativa durante o desentendimento com funcionários do estabelecimento.
Investigação e desgaste público
O episódio passou a ser investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como possível caso de injúria por preconceito. O cantor também prestou depoimento sobre a confusão envolvendo clientes e funcionários do restaurante.
A repercussão ganhou dimensão nacional e provocou reações de figuras públicas, internautas e representantes políticos. Em João Pessoa, vereadores chegaram a aprovar um voto de repúdio contra as declarações atribuídas ao músico.
O caso amplia o debate sobre xenofobia regional no Brasil e reforça o impacto das redes sociais na imagem pública de artistas e celebridades diante de crises de reputação.


