BNDES registra lucro recorde de R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre e amplia financiamento à economia

Banco alcança quase R$ 1 trilhão em ativos e acelera desembolsos para infraestrutura, indústria, agronegócio e pequenas empresas , o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorrente recorde de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026. No acumulado dos últimos 12 meses, o resultado alcançou R$ 15,6 bilhões, reforçando o avanço da instituição em sua estratégia de ampliar o financiamento de longo prazo para setores considerados estratégicos da economia brasileira.

Os números foram apresentados no escritório do banco em São Paulo e refletem a expansão das operações de crédito destinadas à infraestrutura, indústria, agropecuária, comércio e serviços.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os resultados demonstram o fortalecimento da atuação da instituição no financiamento do desenvolvimento econômico do país.

“O mais importante é o crescimento com qualidade. Quando temos carteira e ativos, significa que temos fôlego e estamos prontos para os desafios à frente”, afirmou.

Crédito cresce em todos os setores

A expansão dos financiamentos foi registrada em todas as áreas de atuação do banco. Na indústria, os desembolsos cresceram 67%, alcançando R$ 8 bilhões. Já a infraestrutura registrou alta de 51%, com R$ 13,4 bilhões liberados, enquanto a agropecuária avançou 40%, totalizando R$ 9,1 bilhões.

As aprovações de crédito somaram R$ 45,7 bilhões no trimestre, crescimento de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os desembolsos atingiram R$ 36,2 bilhões, avanço de 44%.

Outro indicador que chamou atenção foi o volume de consultas para financiamentos, que alcançou R$ 84,4 bilhões entre janeiro e março, representando aumento de 65% na comparação anual, para Mercadante, o crescimento da demanda demonstra a retomada da confiança das empresas na instituição como parceira para investimentos de longo prazo.

“Cada vez temos mais projetos chegando”, destacou.

Banco se aproxima de R$ 1 trilhão em ativos

Ao final de março, os ativos totais do BNDES atingiram R$ 995 bilhões, o maior valor nominal já registrado pela instituição e uma expansão de 45% em comparação com 2022, a carteira de crédito expandida — que inclui debêntures e outros ativos financeiros — chegou a R$ 678,2 bilhões, alcançando o maior patamar desde 2016. O patrimônio líquido também atingiu nível recorde.

De acordo com Alexandre Abreu, diretor financeiro e de mercado de capitais do banco, a evolução dos indicadores evidencia o fortalecimento da instituição nos últimos anos.

“Recebemos um banco com R$ 131 bilhões de patrimônio líquido, R$ 674 bilhões de ativos e apenas R$ 16 bilhões em caixa livre. Hoje estamos próximos de R$ 1 trilhão em ativos, com quase R$ 200 bilhões de patrimônio líquido e cerca de R$ 60 bilhões em caixa”, afirmou.

O setor público também ganhou relevância na carteira do banco. Entre janeiro de 2023 e março de 2026, a média anual de aprovações para estados e municípios alcançou R$ 12,6 bilhões, valor nove vezes superior ao registrado no quadriênio anterior, os recursos têm sido direcionados principalmente para projetos de mobilidade urbana, infraestrutura logística, adaptação climática e ações de resiliência urbana.

Estratégia mira crescimento sustentável

Os resultados reforçam a estratégia adotada pelo BNDES desde 2023 de ampliar o financiamento de longo prazo sem comprometer a solidez financeira da instituição, durante a apresentação dos resultados, o diretor de Planejamento e Relações Institucionais, Nelson Barbosa, destacou que 63,6% dos desembolsos realizados nos últimos 12 meses ocorreram a taxas de mercado. Os incentivos foram concentrados em programas específicos, como o Plano Safra, iniciativas de transição climática, inovação e ações emergenciais.

Atualmente, os desembolsos do BNDES equivalem a cerca de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa da instituição é elevar gradualmente essa participação para níveis próximos de 2%, patamar observado antes da crise financeira internacional de 2008.

“É uma recuperação gradual, consistente e responsável. O BNDES ajuda o crescimento da economia”, concluiu Nelson Barbosa.

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