
Um novo estudo internacional revelou quais cidades do mundo oferecem melhores condições para uma vida longa e saudável, ampliando o conceito das chamadas “zonas azuis”, regiões conhecidas pela alta concentração de pessoas que vivem mais de 100 anos.
Tradicionalmente, locais como Okinawa, no Japão, e Sardenha, na Itália, são referências em longevidade. No entanto, a pesquisa mais recente analisou 100 cidades ao redor do mundo e identificou novos destinos urbanos que combinam qualidade de vida, bons serviços públicos e hábitos saudáveis.
O que são as “zonas azuis”
O termo “zona azul” foi criado para identificar regiões onde a população vive mais e com melhor saúde. Esses locais compartilham fatores como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, vínculos sociais fortes e baixo nível de estresse.
Segundo especialistas, apenas cerca de 20% da longevidade está ligada à genética, o restante depende do estilo de vida e do ambiente em que a pessoa vive.
As novas cidades com maior expectativa de vida
Entre os destaques do estudo, a cidade de Bergen aparece em primeiro lugar. Com expectativa de vida próxima aos 84 anos, o município se destaca pela qualidade do ar, bons serviços públicos e baixos índices de tabagismo.
Na segunda posição está Canberra, que também apresenta expectativa de vida elevada e uma população idosa altamente ativa. A cidade possui excelente infraestrutura de saúde e acesso a alimentos de qualidade.
A França aparece com duas cidades no ranking. Nantes ocupa o terceiro lugar, com destaque para a alimentação saudável e baixos índices de obesidade. Já Grenoble surge na quarta posição e lidera globalmente em qualidade de vida, com serviços públicos eficientes e ambiente favorável ao bem-estar.
Fechando o top 5 está Berna, que combina alta expectativa de vida, segurança alimentar e incentivo à prática de atividades físicas entre a população idosa.
O que essas cidades têm em comum
Apesar das diferenças culturais, todas as cidades listadas compartilham características importantes: acesso à saúde de qualidade, alimentação equilibrada, ambiente limpo, segurança e incentivo a hábitos saudáveis.
O estudo reforça que viver mais não depende apenas de fatores individuais, mas também das condições oferecidas pelo local onde se vive, como infraestrutura, políticas públicas e qualidade ambiental.
Qualidade de vida como tendência global
Com o aumento da expectativa de vida no mundo, cresce também o interesse por cidades que proporcionem envelhecimento saudável. A nova lista de “zonas azuis urbanas” mostra que, além de regiões tradicionais, grandes centros também podem oferecer condições ideais para uma vida longa e com qualidade.


