A tradicional poupança ainda concentra cerca de R$ 200 bilhões nas regiões Norte e Nordeste, mas o hábito de manter recursos nela pode comprometer o crescimento do patrimônio a longo prazo.
Na Paraíba e em todo o Nordeste, apenas 32,9% da população tem o hábito de investir — índice abaixo da média nacional, segundo a ANBIMA.
Para Hugo Cirne, líder da XP na Paraíba, o grande desafio é a informação. “Muitas pessoas permanecem na poupança por desconhecerem alternativas igualmente seguras e mais rentáveis. Ao dar o primeiro passo, o investidor toma decisões mais alinhadas ao que espera do próprio dinheiro”, afirma.
O custo de permanecer na poupança
Dados do Banco Central mostram que os brasileiros sacaram mais de R$ 85 bilhões da poupança em 2025, buscando opções melhores.
O motivo é claro: em 10 anos, manter R$ 100 mil na poupança pode representar uma perda de até R$ 130 mil quando comparada a produtos de renda fixa eficientes.
Para quem busca transição segura, o caminho começa pela reserva de emergência, avançando para ativos como o Tesouro Selic, CDBs e LCIs e LCAs (isentas de Imposto de Renda).
Avanço no cenário local
A cultura de investimentos ganha força no estado. O número de investidores paraibanos em renda variável saltou de 52.987 em 2024 para 56.688 em 2025 — um crescimento de 6,98%.
Para o público local, este movimento é decisivo para superar a inflação e construir resultados consistentes ao longo do tempo.


