A renomada educadora e crítica de vinhos Deborah Parker Wong traz uma perspectiva inovadora sobre o futuro da vitivinicultura: a conexão com a Geração Z. Para este público, o vinho ideal vai além do rótulo premiado; ele precisa contar uma história, respeitar o meio ambiente e oferecer uma experiência sensorial única.
Wong destaca que a Geração Z busca, acima de tudo, transparência e sustentabilidade. Rótulos que priorizam práticas orgânicas, biodinâmicas e de mínima intervenção ganham espaço nas adegas desses jovens. O “vinho ideal” para 2026 combina: autenticidade, sustentabilidade e acessibilidade sensorial.

Diferente das gerações anteriores, que focavam em pontuações de críticos, os novos consumidores valorizam a curadoria. Deborah reforça que o setor deve investir em vinhos em lata de alta qualidade e em garrafas de menor volume, facilitando o consumo individual e casual.
Além disso, a especialista aponta que vinhos espumantes e brancos com acidez vibrante estão em alta, servindo como porta de entrada para um universo antes considerado excessivamente formal. A proposta é simplificar o vocabulário do vinho sem perder o prestígio que envolve a bebida.


