O mercado de canetas emagrecedoras no Brasil deve passar por uma expansão acelerada nos próximos anos, com potencial de atingir cerca de R$ 50 bilhões até 2030. Atualmente estimado em aproximadamente R$ 10 bilhões, o setor pode quintuplicar de tamanho, segundo projeções do Itaú BBA.
O avanço é impulsionado principalmente pela chegada de versões genéricas e pela ampliação do acesso aos medicamentos, além de mudanças nos hábitos de consumo da população.
Esse crescimento já começa a gerar impactos na bolsa brasileira, com redistribuição de valor entre setores. De um lado, o varejo farmacêutico aparece como principal beneficiado, com aumento do fluxo de clientes e do tíquete médio.
Redes como Pague Menos, Panvel e Raia Drogasil estão entre as mais favorecidas, concentrando maior participação nesse segmento e capturando parte relevante da expansão do mercado.
Impactos vão além do setor farmacêutico
Por outro lado, o avanço das canetas emagrecedoras pode afetar empresas ligadas ao consumo alimentar. Isso porque os medicamentos estão associados à redução do apetite e à mudança nos padrões de consumo, o que pode impactar categorias como bebidas alcoólicas, massas, biscoitos e açúcar.
Entre as empresas potencialmente mais expostas a efeitos negativos estão companhias como Ambev, M. Dias Branco e Camil, segundo análises do mercado.
Apesar disso, os impactos ainda são considerados iniciais no Brasil, já que o número de usuários — estimado entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas — ainda é relativamente baixo.
A tendência, no entanto, é de expansão à medida que os medicamentos se tornem mais acessíveis, o que pode provocar mudanças estruturais no consumo e nos resultados das empresas ao longo dos próximos anos.


