
A Receita Federal intensificou o cruzamento de informações no Imposto de Renda 2026, com foco especial em declarações que envolvem imóveis e fundos imobiliários (FIIs). O objetivo é combater omissões e inconsistências, aumentando a fiscalização de contribuintes que detêm bens imobiliários ou participações em fundos.
Segundo especialistas tributários, o fisco está ampliando o uso de bases de dados eletrônicas e automáticas, o que permite identificar divergências entre o que o contribuinte declara e o que é registrado em outras fontes, como cartórios, instituições financeiras e administradoras de fundos.
O que está sendo observado
A Receita tem cruzado, por exemplo:
• Informações de imóveis declarados com registros públicos e dados de cartórios de imóveis
• Rendimentos e movimentações vinculados a fundos imobiliários (FIIs)
• Informações sobre aluguéis recebidos, ganhos de capital e alienações de bens
Esse monitoramento busca identificar casos em que proprietários não informam corretamente valores recebidos por aluguéis, nem ganhos obtidos com a venda de imóveis ou participações em FIIs.
Riscos de inconsistências
Especialistas alertam que omissões ou erros podem resultar em:
• Notificações de malha fina
• Multas e juros por ajuste de imposto
• Audiências com a Receita para esclarecimentos
Recomendações aos contribuintes
Analistas tributários recomendam que:
• Todos os imóveis estejam corretamente informados na declaração de IR
• Os rendimentos de FIIs, como dividendos e rendimentos mensais, sejam declarados no campo específico
• Ganhos de capital em vendas ou alienações sejam calculados com base nas regras da Receita
• Documentação fiscal seja organizada para comprovação em caso de fiscalização
Com a tecnologia de cruzamento de dados cada vez mais sofisticada, a Receita tem ampliado sua capacidade de identificar inconsistências sem necessidade de solicitação direta aos contribuintes, tornando mais importante ainda a atenção ao preencher o IR 2026.


