
Vitória, capital do Espírito Santo, se tornou a cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil considerando o preço médio dos imóveis. Com apenas 97 quilômetros quadrados de território, a cidade registrou uma valorização superior a 10% no acumulado de 2026.
A alta chama atenção em um mercado no qual os preços variam significativamente entre diferentes regiões e categorias de imóveis. A diferença é ainda maior quando são considerados os empreendimentos de alto padrão.
Mercado premium
Um levantamento da Knight Frank mostra a distância entre os preços dos principais mercados imobiliários do mundo. Com US$ 1 milhão, é possível comprar, em média, 93 metros quadrados em Dubai, 34 metros quadrados em Nova York e apenas 15 metros quadrados em Mônaco.
No Brasil, R$ 1 milhão permite comprar entre 60 e pouco mais de 80 metros quadrados nas cidades com os imóveis mais caros, considerando os valores médios do mercado.
A diferença entre o preço médio e o segmento de luxo, porém, varia bastante de uma cidade para outra. Nas regiões mais disputadas e em empreendimentos de alto padrão, R$ 1 milhão pode representar uma área equivalente ou próxima à de uma vaga de garagem.
O que explica a valorização?
A valorização de uma região está relacionada a uma combinação de fatores. Entre eles estão a localização, a oferta de serviços, as restrições para novas construções, a relação entre oferta e demanda, a qualidade dos imóveis e o poder aquisitivo dos compradores.
Além desses fatores, mudanças no cenário econômico e urbano também podem influenciar diretamente os preços.
Alterações no plano diretor, redução da criminalidade e mudanças nas taxas de juros, por exemplo, podem modificar a dinâmica do mercado imobiliário e contribuir para a valorização ou desvalorização de determinadas áreas.
No caso de Vitória, a combinação entre território limitado, demanda imobiliária e características específicas do mercado ajuda a explicar o avanço dos preços observado em 2026.



