
Alguns países da América Latina já começaram a reduzir a jornada de trabalho, enquanto outros estão em processo de mudança para semanas mais curtas, segundo análises recentes sobre o tema.
Na região, Equador e Venezuela já adotam oficialmente a jornada de 40 horas semanais, considerada referência internacional.
O Chile também aparece entre os destaques. O país está implementando uma redução gradual: em 2026, a jornada caiu para 42 horas semanais e deve chegar às 40 horas até 2028.
Outros países seguem no caminho da redução, mas ainda não atingiram esse patamar:
- Colômbia: redução progressiva de 48 para 42 horas semanais até 2026
- México: aprovou reforma para chegar às 40 horas, com implementação gradual até 2030
- Honduras: já reduziu a jornada e discute novos cortes no futuro
Apesar desses avanços, a maior parte da América Latina ainda mantém jornadas entre 44 e 48 horas semanais, acima da recomendação de organismos internacionais.
Tendência regional
A redução da jornada de trabalho vem ganhando força por diferentes motivos:
- melhora da qualidade de vida e saúde mental
- aumento da produtividade
- busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional
Especialistas apontam, no entanto, que há um desafio importante: a alta informalidade no mercado de trabalho latino-americano, que dificulta a aplicação prática dessas mudanças.
Cenário atual
O movimento ainda é desigual, mas indica uma tendência clara: a América Latina começa a discutir, de forma mais concreta, modelos de trabalho com menos horas — algo que já é realidade em diversas economias mais desenvolvidas.
Na prática, o debate sobre a jornada deixou de ser apenas teórico e passou a integrar políticas públicas e reformas trabalhistas em vários países da região.


