O mercado de arte de altíssimo padrão vive um momento de efervescência com a abertura da SP-Arte, em São Paulo. O grande destaque desta edição é a tela intitulada “Terra”, a pintura de 1943 já participou de retrospectivas da modernista em museus como Guggenheim da Espanha e du Luxembourg, em Paris. O quadro se destaca pelas pinceladas leves é quase um “primo” do famoso Abaporu.
A obra está disponível para aquisição por um valor que se aproxima dos R$ 20 milhões, reafirmando o status da artista como uma das mais valorizadas no cenário global.
A obra pertence ao período áureo de Tarsila e foi levada ao evento pela Galeria Almeida e Dale. Com o seu estilo inconfundível, a tela representa não apenas um item de colecionador, mas um ativo financeiro de prestígio internacional.
A presença de um quadro deste calibre numa feira aberta reforça a relevância da SP-Arte como o principal centro de negócios de luxo no setor artístico latino-americano.
A comercialização de peças de Tarsila do Amaral por valores milionários sublinha uma tendência crescente entre investidores de alto poder aquisitivo: a arte como reserva de valor.
Num cenário de volatilidade económica, obras históricas e de autoria consagrada funcionam como um refúgio seguro e sofisticado para o capital.
Além de Tarsila, a feira apresenta um acervo que movimenta milhões de reais, reunindo colecionadores, curadores e grandes galerias que definem os rumos do mercado de luxo no Brasil.


