
A Nova Zelândia decidiu flexibilizar as regras de compra de imóveis por estrangeiros, mas apenas para quem tem muito dinheiro. A medida, anunciada discretamente perto do Natal de 2025, é uma mudança importante depois de sete anos de proibição quase total de venda de casas a não residentes.
Quem pode comprar?
A nova regra permite que estrangeiros participem do programa de visto chamado Active Investor Pluse, com isso, comprem ou construam imóveis no país. A condição principal é um investimento total de pelo menos NZ$ 5 milhões (dólares neozelandeses), cerca de R$ 15 milhões. Esse valor deve ser aplicado ao longo de três anos.
Mas há limitações importantes.
Mesmo com a mudança, ainda é proibido comprar terras agrícolas, propriedades rurais ou áreas consideradas sensíveis pelas autoridades neozelandesas. A ideia do governo é atrair capital estrangeiro, porém sem afetar a maioria dos imóveis destinados à população local.
Até 2018, estrangeiros tinham mais facilidade para comprar imóveis na Nova Zelândia. A proibição imposta naquele ano visava proteger o mercado doméstico e evitar alta excessiva nos preços das casas. Agora, ao criar essa exceção para investidores ricos, o governo busca estimular a economia sem abrir totalmente o mercado imobiliário.
Quem está interessado?
Dados iniciais mostram uma boa procura: quase 500 pedidos de visto Active Investor Plus foram feitos até dezembro de 2025, totalizando mais de NZ$ 770 milhões (aproximadamente R$ 2,36 bilhões) em propostas de investimento. Os investidores dos Estados Unidos lideram as inscrições, seguidos por chineses.
O perfil dos imóveis liberados
Essa regra não é para quem quer comprar uma casa comum, ela se aplica principalmente a imóveis de luxo ou propriedades especiais. Esses bens representam menos de 1% das casas residenciais no país e costumam estar em regiões turísticas ou com alto valor agregado, como Queenstown, famosa por paisagens alpinas e estilo de vida premium.

