JHSF cresce 112% e atinge lucro histórico com reestruturação imobiliária

A JHSF encerrou 2025 com lucro líquido recorde de R$ 1,9 bilhão, impulsionada por uma operação de R$ 5,2 bilhões no setor imobiliário. A receita bruta da companhia atingiu R$ 3,7 bilhões, um crescimento de 112% em relação ao ano anterior, enquanto o Ebitda somou R$ 1,8 bilhão, com alta de 145%.

O principal fator por trás do desempenho foi a venda de estoques imobiliários, prontos e em desenvolvimento, para um fundo estruturado pela própria empresa, por meio de oferta pública. Segundo a companhia, trata-se da maior transação já realizada no setor no Brasil.

Com a operação, a JHSF passou a reorganizar sua estrutura, separando de forma mais clara as receitas de incorporação imobiliária das atividades de renda recorrente. A estratégia busca aumentar a previsibilidade de caixa e dar maior transparência aos resultados.

De acordo com o CEO Augusto Martins, a nova configuração permite uma avaliação mais precisa do valor da companhia. A base de geração de caixa recorrente já supera R$ 1 bilhão, o que pode levar a um valor de mercado estimado entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões no médio prazo.

Renda recorrente ganha protagonismo

Os negócios recorrentes da empresa também apresentaram crescimento relevante. A receita bruta do segmento chegou a R$ 1,4 bilhão, alta de 28%, com Ebitda ajustado de R$ 658 milhões, avanço de 33%.

Nos shoppings, as vendas cresceram 13% e os aluguéis avançaram 12%, com ocupação próxima de 100%. Já as áreas de hospitalidade e gastronomia superaram R$ 500 milhões em receita pela primeira vez.

Além disso, o aeroporto executivo Catarina registrou crescimento expressivo, com alta de 56% nos movimentos e de 38% no volume de combustível.

A reorganização consolida a estratégia da companhia de focar em ativos voltados ao público de alta renda, com geração de receita contínua e menor dependência do ciclo imobiliário.

Com a operação bilionária e a mudança de estrutura, a JHSF entra em uma nova fase, combinando desenvolvimento imobiliário com gestão de ativos e serviços, modelo cada vez mais valorizado no mercado de luxo.

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