Hotelaria de luxo amplia presença no Brasil e mira público de alta renda

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O mercado de turismo de alta renda vem ampliando o espaço das experiências, e o Brasil busca acompanhar esse movimento com novos investimentos em hotelaria de luxo. Projetos de grupos como Kempinski, Anantara e Faena, além da reabertura do Sofitel Ipanema, têm inaugurações previstas até 2029.

A aproximação entre luxo e hotelaria já faz parte da estratégia de grandes grupos internacionais. A LVMH, por exemplo, controla a Belmond, responsável pelo Copacabana Palace, além da rede Cheval Blanc. O movimento acompanha uma mudança no consumo da alta renda, que passou a valorizar cada vez mais viagens e experiências.

No Brasil, o segmento de hospedagem de alto padrão movimentou R$ 3,34 bilhões em 2025, segundo o anuário da BLTA, elaborado com o Centro Universitário Senac. Os 63 meios de hospedagem pesquisados registraram diária média de R$ 3.109 e ocupação de 50%. Os brasileiros representaram 70% dos hóspedes.

O mercado também chama a atenção dos investidores. A JHSF amplia a presença do Fasano no Brasil e no exterior, enquanto o BTG Pactual lançou uma oferta de fundo imobiliário voltado a hotéis como Fasano Itaim, Fairmont Copacabana e Pullman Guarulhos, com captação prevista de até cerca de R$ 1 bilhão.

A disputa, porém, envolve mais do que a diária. Em 2026, brasileiros gastaram US$ 12,6 bilhões no exterior apenas no primeiro semestre, enquanto o Brasil recebeu US$ 10,4 bilhões de visitantes estrangeiros em todo o ano de 2025. Para conquistar esse público, localização, serviço, conexões aéreas e qualidade da experiência entram na decisão.

Com novos empreendimentos e marcas internacionais chegando ao país, o desafio para o setor é transformar o interesse pelo turismo de luxo em estadias durante todo o ano, inclusive fora dos períodos de maior demanda.

Category: Negócios
Tags: mercado de luxo
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