
Warren Buffett, conhecido como o “Oráculo de Omaha”, anunciou sua aposentadoria do comando da Berkshire Hathaway em 3 de maio de 2025, encerrando uma trajetória de seis décadas à frente da empresa que transformou em uma das mais valiosas do mundo. Aos 95 anos, Buffett possui US$ 147,9 bilhões (R$ 825,13 bilhões), segundo a Forbes, e ocupa a 9ª posição entre as pessoas mais ricas do planeta.
Buffett começou a investir aos 11 anos e assumiu o controle da Berkshire em 12 de maio de 1965, ao lado de Charles Munger. Desde então, o valor das ações da companhia cresceu 5.439.170%, superando com larga vantagem índices como o S&P 500 e a inflação americana. Hoje, a Berkshire Hathaway tem valor de mercado de US$ 1,2 trilhão (R$ 6,69 trilhões) e participações em empresas como Coca-Cola, Apple e Bank of America.
O magnata passará a função de CEO para Greg Abel, atual vice-presidente do conselho, mantendo-se como conselheiro informal e acionista controlador, com 14% de participação econômica e 30% dos votos. Apesar do otimismo com a transição, investidores acompanham com cautela, principalmente em relação à gestão do caixa de US$ 350 bilhões (R$ 1,9 trilhão) da empresa e ao seu impacto em decisões estratégicas.
Além do sucesso nos negócios, Buffett se destaca pela filantropia. Em 2010, lançou o Giving Pledgejunto a Bill Gates e já doou cerca de US$ 62 bilhões (R$ 345,9 bilhões), prometendo destinar 99% de sua fortuna a causas beneficentes.
Mais do que números, o legado de Buffett está na racionalidade financeira, na paciência para investimentos de longo prazo e na filosofia de ignorar modismos do mercado. Como disse na sua última reunião anual: “Se a Berkshire cair 50% na semana que vem, verei isso como uma grande oportunidade. Emoções não andam juntas com investimentos.”
Sua aposentadoria marca o fim de uma era, mas deixa um legado imensurável para investidores e filantropos em todo o mundo.

