A compra de materiais de construção iniciou 2026 em alta no Brasil, indicando a continuidade de obras em andamento e a manutenção da atividade no setor imobiliário. O aumento no consumo de insumos reforça a leitura de que novos projetos seguem saindo do papel.
Dados recentes mostram que o volume de materiais adquiridos nos primeiros meses do ano superou os níveis registrados em 2023, 2024 e 2025, mesmo diante de um cenário de juros elevados.
Materiais de acabamento puxam o crescimento
O desempenho mais expressivo foi observado nos materiais de acabamento, que se mantêm em patamar elevado após o pico registrado no ano anterior. Esse movimento indica que obras iniciadas em ciclos anteriores estão avançando para fases finais.
Nos dois primeiros meses de 2026, os indicadores mostram níveis acima da média histórica tanto para materiais básicos quanto para acabamento, consolidando um início de ano aquecido para o setor.
Além do avanço nas etapas finais das construções, o aumento na compra de materiais básicos — ligados às fases iniciais das obras — aponta para o início ou retomada de novos empreendimentos.
Na prática, o consumo de insumos funciona como um termômetro da construção civil: quando cresce de forma consistente, indica expansão no volume de obras, seja pela quantidade de projetos ou pelo porte das construções.

Juros ainda impactam, mas tendência é de crescimento
Apesar do cenário de juros elevados, o mercado imobiliário segue aquecido. Em 2025, o setor registrou alta nos lançamentos e manteve volumes expressivos de vendas, sustentando a demanda por materiais.
A expectativa é de que a queda gradual da taxa de juros contribua para destravar novos investimentos ao longo do tempo. Esse movimento tende a impulsionar ainda mais o consumo de materiais de construção, embora os efeitos não sejam imediatos.
Para o restante do ano, a tendência é de mudança no perfil de consumo, com maior participação de materiais de acabamento e soluções mais industrializadas. A busca por eficiência deve ganhar protagonismo, refletindo um cenário em que produtividade deixa de ser diferencial e passa a ser condição para operação no setor


