Bilionário que colocou Groenlândia no radar de Trump tem interesses comerciais no território

Foto: Reprodução

O bilionário Ronald Lauder, herdeiro da fortuna dos cosméticos Estée Lauder e amigo de longa data de Donald Trump, é apontado como uma das principais figuras que influenciaram a atenção do ex-presidente dos Estados Unidos para a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca de grande importância geopolítica e econômica.

Segundo reportagem da Exame, Lauder, que conheceu Trump há mais de 60 anos, sugeriu inicialmente a Trump, ainda durante o primeiro mandato, a possibilidade de os EUA comprarem a Groenlândia, ideia que acabou sendo levada a sério pela Casa Branca.

A Groenlândia tem riquezas minerais estratégicas, incluindo depósitos de terras raras fundamentais para tecnologias avançadas, além de recursos energéticos e novas rotas marítimas que estão se abrindo com o derretimento das camadas de gelo.

Após essas conversas, Lauder expandiu seus interesses comerciais na ilha, investindo em empreendimentos como exportação de água de luxo e projetos de energia hidrelétrica, e a questão ganhou contornos tanto políticos quanto econômicos. A relação entre os interesses privados de Lauder e a postura de Trump em relação à Groenlândia tem gerado discussões sobre o papel de influências pessoais e ligações financeiras na definição de prioridades estratégicas dos EUA.

A partir dessa articulação, a Groenlândia se tornou um ponto de atenção não apenas para investimentos privados, mas também para debates sobre segurança nacional e presença americana no Ártico, reforçando o papel de figuras bilionárias em movimentar agendas globais.

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