Acordo UE-Mercosul pode impulsionar portos brasileiros e ampliar exportações

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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), prestes a entrar em vigor, deve trazer oportunidades expressivas para os portos brasileiros, especialmente no médio e longo prazo. 

Segundo analistas, o Brasil tem potencial para ser um dos principais beneficiários do acordo dentro do bloco sul-americano devido à composição e à escala de suas exportações, grande parte transportada por via marítima, cerca de 97% do comércio exterior brasileiro depende dos portos. 

Oportunidades para portos e exportadores

Com a redução gradual ou eliminação de tarifas para produtos brasileiros exportados à UE, espera-se um aumento significativo no volume de cargas movimentadas nos portos. Em Itapoá (SC), por exemplo, um dos maiores terminais de contêineres do país, a expectativa é de que a movimentação de cargas para o bloco europeu pode dobrar em até cinco anos. 

Já no Porto de Suape (PE), que ainda busca licença para exportar, a possibilidade de expansão para o mercado europeu tem sido apontada como estímulo para novos investimentos e capacidade logística. 

No Porto de Paranaguá (PR), parte relevante da pauta exportada já segue para a UE, com produtos como farelo de soja, açúcar e carnes. Com o acordo, há expectativa de crescimento no fluxo desses e de outros itens, à medida que tarifas sejam reduzidas e mercados ampliados. 

Infraestrutura e desafios

Especialistas destacam que aproveitar plenamente os ganhos do acordo depende também de investimentos em infraestrutura portuária e logística, como modernização de terminais, melhor acesso rodoviário e ferroviário, e a atualização de marcos legais do setor. 

Obras em portos estratégicos, como o aprofundamento de canais de navegação e a ampliação da capacidade de movimentação de contêineres, são algumas das iniciativas em curso para capacitar a malha portuária brasileira a responder à provável expansão do fluxo de comércio com a Europa. 

Panorama comercial

O acordo entre Mercosul e UE promete criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com redução de tarifas sobre grande parte dos produtos e amplo acesso ao mercado europeu, que em 2025 absorveu quase US$ 50 bilhões em exportações brasileiras. 

Embora ainda precise passar por etapas de aprovação e ratificação, o tratado é visto como um catalisador para fortalecer a participação do Brasil no comércio global e tornar seus portos ainda mais relevantes como pontos de conexão entre a produção nacional e o mercado internacional.

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