
A mansão que ficou conhecida como a mais cara do Brasil, anunciada por R$ 220 milhões, começou a desaparecer da paisagem do Jardim Pernambuco, no Leblon, no Rio de Janeiro. O terreno dará lugar ao Estância Pernambuco, condomínio fechado com apenas dez casas de alto padrão.
A incorporadora Mozak adquiriu a área de 11,5 mil m² após seis anos de negociações com os antigos proprietários. Das dez unidades previstas, sete já foram vendidas, com valores entre R$ 24 milhões e R$ 42 milhões. O empreendimento tem Valor Geral de Vendas próximo de R$ 360 milhões.
Os compradores são brasileiros, em sua maioria cariocas, e incluem empresários do mercado financeiro, advogados, bilionários que construíram os próprios negócios e nomes ligados ao agronegócio. As identidades não foram divulgadas.
Casas personalizadas e vista privilegiada
Os lotes terão entre 900 m² e 1.800 m², dimensões consideradas pouco comuns na região. As casas poderão ser personalizadas pelos proprietários, mas seguirão uma linguagem arquitetônica em comum.
O projeto, assinado pela Bernardes Arquitetura, prevê piscina e sauna em cada residência, além de vistas para o mar do Leblon, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor.
O condomínio terá ainda cerca de 8 mil m² de trilhas, mirantes e bosques, além de outros 2,5 mil m² destinados ao lazer. A entrega está prevista para o segundo semestre de 2028.
O fim da antiga mansão
Construída em 1986 pela família Amaral, antiga proprietária da rede de supermercados Disco, a mansão tinha cerca de 2,5 mil m² de área construída, seis suítes, 18 banheiros, piscina semiolímpica, biblioteca, sauna, elevador, estúdio, heliponto e 15 vagas de garagem.
Antes da demolição, os antigos proprietários passaram cerca de quatro meses retirando móveis, obras de arte, mais de 70 janelas, pisos e equipamentos do sistema de refrigeração.
Cerca de 1.600 itens da propriedade foram encaminhados para leilão, incluindo portas, janelas, louças, luminárias e corrimãos. A demolição começou nesta semana e deve durar aproximadamente 90 dias.


