Na edição desta semana da coluna Travessia Social: do Capibaribe ao Sanhauá, uma memória bem-humorada revela como os tempos mudaram nas percepções sociais sobre profissões e comportamentos.
O episódio envolve o cabeleireiro pernambucano Edelson Barbosa, conhecido por comandar salões de grande movimento no Recife. Anos atrás, ao expandir seus negócios para João Pessoa, passou a frequentar regularmente a capital paraibana, onde mantinha uma clientela fiel.
Nas quartas-feiras, além dos compromissos profissionais, Edelson costumava se reunir com o arquiteto Expedito Arruda e com o próprio colunista Gerardo Rabello. Os encontros começavam no salão de beleza e seguiam em conversas descontraídas em um terraço voltado para a movimentada avenida Ruy Carneiro.
Em uma dessas ocasiões, percebendo que alguns carros diminuíam a velocidade para observar o trio conversando e rindo, Edelson fez um comentário que arrancou gargalhadas: o público, segundo ele, provavelmente imaginava que um cabeleireiro, um colunista social e um arquiteto só poderiam estar discutindo “frescura”.


