Marcas de luxo investem bilhões em imóveis próprios nos EUA e mudam estratégia no varejo

Foto: Reprodução

Grandes marcas de luxo estão mudando a forma como atuam nos Estados Unidos: ao invés de depender apenas de espaços alugados, muitas estão comprando e desenvolvendo imóveis próprios em áreas premium para fortalecer sua presença no país e escapar da volatilidade dos contratos de aluguel. 

Por que as marcas estão comprando imóveis?

A tendência vai além de simplesmente garantir um endereço: a aquisição de imóveis em locais estratégicos como Rodeo Drive (Beverly Hills), Madison Avenue e Quinta Avenida (Nova York) permite que as marcas tenham controle total sobre a experiência da loja, preservem sua imagem e reduzam os riscos relacionados a aumentos nos preços dos aluguéis ou prazos de contratos incertos. 

Um exemplo emblemático é o projeto da Louis Vuitton em Beverly Hills, um desenvolvimento de US$ 900 milhões chamado The Destination Block, que ocupará um quarteirão inteiro com loja, espaços culturais e áreas de convivência, aproximando o conceito de boutique de um destino de luxo completo. 

Outros investimentos de impacto

Além da Louis Vuitton, outras marcas já fizeram movimentos significativos nesse sentido:

  • Giorgio Armani concluiu um complexo de uso misto de cerca de US$ 400 milhões em Nova York, combinando loja, restaurante e residências de alto padrão.  
  • Rolex está desenvolvendo uma torre de 28 andares também em Nova York, com showrooms imersivos que ressaltam a história e engenharia da marca.  

Especialistas em mercado imobiliário comercial apontam que esse movimento, chamado de “buy their way in” (comprar seu próprio acesso), é uma forma estratégica de garantir espaços exclusivos em regiões de alto prestígio e proteger a marca de pressões externas do mercado de aluguel. 

Cenário do mercado imobiliário de luxo nos EUA

O mercado americano de imóveis de alto padrão também tem mostrado força: mesmo com uma desaceleração no mercado tradicional, o segmento de imóveis de luxo continua a registrar crescimento nas vendas e forte demanda por espaços premium, o que fortalece o apelo dessas compras como parte de uma estratégia de investimento e posicionamento social. 

Em resumo, as aquisições de imóveis por marcas de luxo nos EUA refletem uma combinação de fatores, da busca por estabilidade e controle à criação de experiências exclusivas de marca em locais icônicos do varejo global. Essas decisões indicam que, para o segmento de luxo, possuir o espaço próprio é cada vez mais visto como um diferencial competitivo e estratégico no longo prazo.

Category: Destaques, Negócios
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